Lua Azul – 31 de Dezembro


CORRECÇÃO:
Este ano temos a Lua Azul a acontecer às 19:11 de 31 de Dezembro!

Lua Azul
A Lua Azul associa-se à abundância de força magnética e poder espiritual capaz de propiciar profundas purificações emocionais que, quando vivida na inconsciência e na carência, pode levar ao sofrimento.

O que é Lua Azul?
Chama-se Lua Azul à segunda lua cheia num mesmo mês do calendário gregoriano ou a Lua Cheia do décimo terceiro ciclo lunar, fechando o ano solar.

Segunda lua cheia de um mesmo mês
Quando a Lua Cheia cai no primeiro dia de um mês de 31 dias, no dia 31 haverá outra Lua Cheia, a Lua Azul.

A Lua Azul acontece, em média, uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes num século. Isso deve-se ao facto que um mês terrestre tem em média 30,5 dias enquanto o mês lunar tem 29,5 dias.

Pode acontecer haver dois meses no mesmo ano com Lua Azul. Isto acontece se a primeira Lua Cheia cair no primeiro dia de janeiro. Como Fevereiro tem apenas 28 dias, as próximas duas luas cheias repetem-se em Março. Tal coincidência ocorre apenas quatro anos em cada século, (o próximo será só no distante 2018).

O folclorista canadense Philip Scock, após ter pesquisado indícios da origem da Lua Azul, afirma que a expressão é usada desde o século XVI para representar uma Lua cheia especial, desafiante, associada ao desatino e a alucinação.

Lua Azul do décimo terceiro ciclo lunar
Nos calendários lunares, à lua cheia do décimo terceiro mês, chama-se-lhe também de Lua Azul. Ao ser o último ciclo lunar do ano, ocorre nele também uma síntese do vivido durante todo o ano.

Ritual da Lua Azul por Mirella Faur
“Com o surgimento do calendário Juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, a sua aura romântica e poética permaneceu e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo de muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos”.

Na Mitologia Celta, esta Lua favorece o contacto com o Reino Encantado dos seres da natureza. Invocam-se as Rainhas das Fadas – Aeval, Aine, Aynia, Bri, Creide, Mah e Sin – e empreendem-se viagens reais ou imaginárias para as “Sidhe”, as colinas encantadas, morada do “Little People”, o Povo Pequeno.

Para agradar as Fadas, os Celtas cultivavam perto das suas casas as suas plantas preferidas – calêndulas, verbenas, violetas, prímulas, e tomilho – e deixavam oferendas de mel, leite, manteiga, pão, e cristais nas clareiras onde os círculos de cogumelos denotavam sua presença. Para favorecer a “visão”, abrindo a percepção psíquica, usava-se Artemísia, em chá ou em infusões para banhos, suco de samambaias ou orvalho passado nas pálpebras, saches de mil folhas e hipericão, invocações mágicas adequadas.

A Lua Azul é regida pela Matriarca da 13 Lunação. Ela é “aquela que se torna a visão”, a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Esta Matriarca ensina-nos a importância de seguir o nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir com as nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando as nossas visões, uma nova pespectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam a nossa plenitude.

Para criar uma atmosfera adequada a uma celebração da Lua Azul, use velas e roupas azuis. Prepare água lunarizada expondo garrafas de vidro azul, cheias de água, aos raios lunares. Prepare “travesseiros dos sonhos” enchendo uma fronha de tecido azul com flores de sabugueiro, lavanda ou alfazema, hipericão, folhas de artemísia e sálvia. Imante cristais e pedras azuis como o topázio azul, a safira, o berilo, a água-marinha, o lápiz-lazuli ou a sodalita. Usando músicas com sons da natureza, como pios de corujas, cantos de baleias ou uivos de lobos, permita que sua criatividade e intuição levem-no/a ao Reino das Fadas ou ao encontro das Deusas Lunares. Olhe fixamente para a Lua, eleve seus braços e “puxe” a luz da Lua para sua testa, seu coração e seu ventre.

Conecte-se, em seguida, à Matriarca, pedindo-lhe orientação sobre as mudanças necessárias para alcançar uma real transformação.

Permaneça, depois, em silêncio e ouça as mensagens e respostas ecoando em sua mente ou alegrando seu coração.” No caso de considerarmos o ano zodiacal, a Lua Azul seria a Lua Cheia em Virgem com o Sol em Peixes, onde o Sol vive o amor na sua forma mais ampla e generosa enquanto a Lua distingue as emoções e tenta suas Ordens e Mandalas.

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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