Entrevista a Hugo Girão – Escritor Português

Olá! Hoje apresento-vos mais um autor – Hugo Girão! Sempre muito humilde e simpático, disponibilizou-se para falar um pouco sobre ele! Deixo aqui então a sua entrevista!

Sobre mim:

Hugo Girão, filho de Fernando Girão ( musico, produtor, compositor) e neto de fadistas, Maria Girão e Fernando de Freitas, nasce em Lisboa em 1975.
Casado há catorze anos, pai de dois filhos, a Iara de nove anos e o Alan de dois, vive em Espanha, na cidade de Zamora, onde descobriu a vontade de escrever e de publicar.
Considero-me um “homem” de familia, sensível, trabalhador, lutador, perfeito nas suas imperfeições, algo impaciente, positivo, que não pode viver sem musica, sem cinema, sem um livro.
Cresceu pensando em ser musico como o seu progenitor. Começa um projecto discográfico aos vinte anos, mas a insegurança da profissão de seu pai fazem-no dar marcha atrás. Começa a escrever os primeiros textos aos onze anos e desde então nunca mais parou. É em Espanha ( não me perguntem porquê) com a leitura de “O Cavaleiro da Armadura Enferrujada”, de Robert Fischer, que se dá um “big bang” criativo, uma explosão de inspiração que o leva a escrever o seu primeiro livro, “O Rei e o Homem Que Já Tinha Sido”, editado em 2006 pela Papiro Editora, um conto ao jeito de fábula. Depois deste trabalho, estaciona a prosa poética e decide escrever o seu segundo livro, “O Silêncio das Almas”, em co-autoria com Isabel Fontes, editado pela Fronteira do Caos. Decorreram apenas dois anos até que a mesma editora editasse o seu terceiro livro, “O Silêncio dos Teus Olhos”, que tem cultivado críticas muito positivas nos mais diversos recantos da Internet.

Estilo e Ritmo de escrita:

Tento transpor para o papel o que sinto nesse momento e tento descreve-lo da maneira mais fiel possível. Os silêncios, os soluços, as dúvidas, as tristezas, as alegrias, tudo o que rodeia a minha vida , a dos outros, é disso que me alimento. Acabo por ser um usurpador de sonhos que se fazem realidade nas linhas das minhas histórias.

Influências:
Todos os que me rodeiam, tudo o que me rodeia, uma música, um filme, uma frase, uma atitude, um livro, os meus FILHOS, a minha MULHER, os meus AMIGOS ( os de agora, os que já foram e os que foram e continuam a ser…) DEUS, os meus AVÓS, os meus IRMÃOS, os meus SOBRINHOS, os meus PAIS, a estupidez humana, os meus medos, a minha vontade, o meu suor, o suor dos outros, o respeito, a loucura, a esperança, a vida depois da vida, O AMOR…

Projectos Futuros:
Ser melhor que ontem e amanhã ser melhor que hoje…
Que os guias que me inspiram não me abandonem porque sem eles nada do que escrevo é possível…
Ter mais tempo para escrever, para sonhar, para ajudar, para sentir… e quem sabe este ano editar um livro muito especial do qual ainda nada posso falar…
PAZ…LUZ…SEMPRE…EM NOSSOS CAMINHOS…ASSIM SEJA
hugo girão

Obras publicadas por Hugo Girão:

Sinopse:
“O Rei e o Homem Que Já Tinha Sido” é a primeira fábula de Hugo Girão, que narra a história do rei Telonyus que parte em busca de um “eu” que tinha adormecido dentro de si, sem que este se pudesse sar conta.
É uma história de vida, com toques de magia, que nos faz sonhar e ao mesmo tempo pensar na verdadeira essência do ser que levamos dentro de nós.
A dúvida, o medo, o desespero ou a superação pessoal são alguns dos temas abordados nesta obra de leitura fácil e amena, que nos leva através de um mundo imaginário, tão real como aquele em que vivemos.

Sinopse: “Até parece que foi hoje. Levantou-se, fez as malas… E sempre em silêncio, apenas saiu…”
“Nove anos de uma vida em comum e acordei com a sensação de que, à parte de termos compartido os lençóis da mesma cama e algumas horas de alguns dias das nossas vidas, não partilhámos absolutamente mais nada…”
Esconder, silenciar, abdicar do ser próprio para nos moldarmos ao ser amado…
O medo de ferir, abrir diálogos passados para não por em causa um futuro incerto, quase sempre com os dias contados…
O espelho do quarto, o nosso melhor confidente; o corpo que se arrasta sem forças para mais… o silêncio…
Há sempre um dia em que a alma diz “BASTA”, como um grito fechado numa gaveta empoeirada pelo peso do tempo; há sempre um dia em que acordamos fartos de viver o que ainda não existe e queremos fugir do que já vivemos, fugir de nós, fugir de tudo e de todos…
“O Silêncio das Almas” fala desses dias em que o mundo cai sobre as nossas costas sem que o possamos mais suster; esse mundo onde o silêncio e o amanhã são almas gémeas que acabam por sacrificar tudo o que ficou para trás, tudo o que foi bom, tudo o que deixou de ser, hoje, aqui e agora.
“O Silêncio das Almas” é uma história contada a duas vozes, uma história sobre os desencontros que caminham na mesma direcção à procura da mesma coisa, de maneira diferente… em silêncio.

Sinopse: O Silêncio dos Teus Olhos é uma homenagem às mulheres e um hino à vida.Um livro intimista e de grande intensidade, em que o autor explora com elegância e mestria, sentimentos e sensações que nos encantam, comovem e fazem pensar.
“O silêncio dos teus olhos… Os teus olhos, que eu tanto admirava, não falavam comigo….
– “Sabes… Tenho saudades daqueles tempos em que as palavras não precisavam de ensaio… Tanto tempo perdido em guerras que agora não importam absolutamente nada… Eu tinha tanta coisa para te dizer… Tu não me ouvias… Eu não te queria ouvir porque dizias tanta coisa da boca para fora… Quando falavas daquele modo abrias feridas incuráveis. Nenhum de nós tinha razão… Agora apenas oiço o barulho destas malditas máquinas que te mantêm com vida… Agora apenas consigo ouvir o som do teu silêncio…
Gostaria de ouvir a tua voz, nem que fosse para… Somente gostaria de voltar a ouvir a tua voz!”
Sentei-me ao teu lado e agarrei a tua mão à espera de uma resposta… ”

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Biografia mais completa do autor
Entrevista no Blog Páginas Desfolhadas

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  • Sobre

    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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