Opinião: “Entrevista com o Vampiro” de Anne Rice

Entrevista com o Vampiro
Anne Rice

Editora: Europa-América
Nº de Páginas: 276

Sinopse: Obra já clássica no seu género, Entrevista com o Vampiro é o primeiro volume da saga «Crónicas dos Vampiros» e granjeou o estatuto de livro de culto, comparável a Drácula de Bram Stoker.
Das plantações oitocentistas do Luisiana aos becos sombrios e cenários sumptuosos de Paris, do Novo Mundo à Velha Europa, Claudia e Louis fogem de Lestat, o seu criador e companheiro imortal. E o cruel vampiro que tirara partido do desespero de Louis e da fragilidade da órfã Claudia, no bairro francês da Nova Orleães assolada pela peste, move-lhes uma perseguição sem tréguas no submundo parisiense, entre a trupe Théâtre des Vampires do misterioso Armand e criaturas das trevas.
É com esta mescla de sangue, violência e erotismo ímpares, no pano de fundo da reflexão sobre a condição trágica que é a do vampiro condenado à imortalidade, que Anne Rice narra uma extraordinária história em que a crueldade e os sentimentos tenebrosos que percorrem as páginas resultam numa maravilhosa sinfonia poética que viria a inspirar muitos escritores, como Stephenie Meyer.

Opinião: Ouço dizer por muitos que Anne Rice é a mãe dos vampiros. Até agora, de todos os livros de vampiros que li escritos por mulheres, digo que, realmente, não podiam ter melhor mãe que esta. No meio de tantos romances sobrenaturais envolvendo vampiros, é de louvar a iniciativa da Europa-América em ressuscitar estes livros há tanto tempo publicados e, assim parece, esquecidos.

Não vou falar da história do livro porque penso que a sinopse já diz que chegue, vou sim falar do que achei e senti ao longo desta leitura.

Não é das leituras mais fáceis. Dado que é narrado na primeira pessoa e que tem bastantes oscilações entre o passado e o presente, convém que estejamos atentos a estas passagens que por vezes parece que nos escapam e ficamos sem perceber muito bem em que altura estamos. Deixo também desde já, uma pequena nota à revisão, penso que sendo um livro do calibre que é, podia e devia ter uma revisão mais vigorosa.

Apontado o menos bom, vem agora o que achei realmente do livro. Nem sei bem como me expressar. Gostei tanto, mas tanto… Anne Rice superou todas e quaisquer espectativas que eu pudesse ter da sua obra. Confesso que foi a minha estreia com a autora e fiquei apaixonada.
Ler este livro é fazer uma viagem inesquecivel por cenários surpreendentes e acontecimentos de nos cortar a respiração.

Achei a personagem de Louis a primeira tentativa na literatura de tentar humanizar ao máximo um vampiro. Consciente da maldade obrigatória inerente ao ser-se vampiro, Louis vive consternado por ter que matar para sobreviver. Ao contrário da maioria dos outros vampiros, Louis não consegue ser feliz e aceitar a sua natureza de forma complacente. Cheio de sede de saber mais sobre a sua espécie e com receio que o seu criador, Lestat, não lhe contasse todos os segredos sobre a imortalidade, vai-se submetendo aos caprichos deste. E depois entramos numa roda viva de cenas cada vez mais intensas e perigosas.

Um livro que nos provoca várias emoções, de um terror sublime que se vai entranhando em nós e que nos compele a ficarmos agarrados à sua leitura. Os relacionamentos entre as personagens são pontos muito fortes pois ajudam-nos a perceber as suas acções e pensamentos.
Depois de tantos livros lidos sobre vampiros, eis que faltava, na minha estante, uma das derradeiras escritoras neste tema. No geral, melhor só Bram Stoker (para mim o pai dos vampiros).

Uma última nota: desenganem-se se pensam que vão encontrar um conto de fadas qualquer, com uma belíssima história de amor pelo meio. Vão encontrar amor pelo meio, sim, mas não do género que a maioria pensa. E penso que é isso que torna este livro tão diferente de todos os outros que já li dentro do género.

Autora e, até mesmo, obra obrigatória para amantes deste género de literário.

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Leto of the Crows - Carina Portugal
Leto of the Crows - Carina Portugal
10 anos atrás

Que bom saber que gostaste realmente do livro. Deixo como nota que a adaptação do filme em cinema também ficou interessante ^^

Mas bem, a Anne Rice é uma das minhas escritoras favoritas!

Beijinhos

Morrighan
Morrighan
10 anos atrás

Eu já não me lembrava bem do filme e hoje tive para revê-lo. Mas logo de início lembrei-me que era tão diferente que parei.

Quero saborear este livrinho 🙂

Há uns anos apaixonei-me pelo filme. Agora que li o livro, não sei se o vou ver mais alguma vez.

Jojo
Jojo
10 anos atrás

Eu ando há anos para ler Anne Rice!
Vi o filme de Neil Jordan e adorei as personagens. Lestast e Louis foram as minhas primeiras "crushs" vampirescas. Pensei para comigo se são assim no filme como serão no livro?!

Vitor Frazão
Vitor Frazão
10 anos atrás

O único verdadeiro problema do filme foi terem escolhido o Tom Cruise para fazer de Lestat…

Leto of the Crows - Carina Portugal
Leto of the Crows - Carina Portugal
10 anos atrás

De facto, também não gostei muito do Tom Cruise como Lestat, mas mesmo assim o filme não ficou mau. Não gostei nada foi da adaptação que fizeram da Rainha dos Malditos… o livro é um espectáculo, agora o filme, a única coisa que escapa é a banda sonora.

Morrighan
Morrighan
10 anos atrás

Jojo, eu também andava, mas tive que me apressar a conseguir ler alguma coisa dela. Foi a minha estrei e não me arrependo minimamente.

Oh, o Tom Cruise como Lestat… Não acho que esteja demasiado mal, acho só que parece um pouco decadente.

A Rainha dos Malditos, nunca li nem vi o filme. Como disse, esta foi a minha estreia com a Anne Rice. Agora vou ficar à espera que seja reeditado o segundo volume do Vampiro Lestat e depois leio o primeiro e o segundo de seguida. Adorei, mesmo.

Leto of the Crows - Carina Portugal
Leto of the Crows - Carina Portugal
10 anos atrás

Nunca li O Vampiro Lestat, infelizmente… quando ia à procura na Fnac, só encontrava o segundo volume =(

  • Sobre

    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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