Entrevista a Pedro Miguel Rocha, Autor Português

Fala-nos um pouco sobre ti:

Considero-me um incorrigível sonhador – defensor da sensibilidade, do humanismo, da justiça social e do respeito pela diversidade – que divide a sua energia entre a Escrita e o Ensino.

Estilo e Ritmo de Escrita:

Não tenho, à partida, um estilo e ritmo de escrita rígidos e claramente definidos. Escrevo, somente, quando tenho alguma história ou mensagem a transmitir aos leitores.

Nessa altura, faço uma breve pesquisa sobre o que pretendo verter sobre as páginas em branco, escolho um título para a obra em causa e escrevo ininterruptamente, envolto no silêncio do meu lar.

Quais as tuas influências:

O que influencia a minha escrita, acima de tudo, é a realidade que me envolve: aquilo que observo, que ouço, que penso e que sinto.

Contudo, em termos literários, sou apreciador, entre outros, de Ignacio del Valle, Carlos Ruiz Zafón, Víctor Álamo de la Rosa e Gabriel García Márquez.

Já lançaste três romances e participaste na colectânea “Já Não Se Fazem Homens Como Antigamente”. Tens recebido feedback dos teus leitores? Qual o projecto que te é mais querido?

Tenho recebido, felizmente, um feedback positivo por parte dos leitores, tanto presencialmente – nas sessões de apresentação que levei a cabo em Braga, Porto, Viseu e Lisboa – como através das redes sociais, nomeadamente no Facebook.

No que diz respeito ao projecto mais querido – apesar de, obviamente, ter depositado todo o meu empenho nas quatro obras: Juntos Temos Poder (2009); Chegámos a Fisterra (2010); Já não se fazem Homens como antigamente (2010) e O Eremita Galego (2011) – não posso deixar de sublinhar que o livro que, até ao momento, me deu mais prazer escrever foi o segundo: Chegámos a Fisterra.

Quais os teus projectos para um futuro próximo?

Pretendo, a médio prazo, publicar uma colectânea de contos juvenis que fui escrevendo ao longo dos últimos anos e terminar uma obra – um novo thriller – que tenho em mãos desde o passado mês de Janeiro.

E a pergunta da praxe: O que achas do blog BranMorrighan?

Trata-se de um excelente espaço virtual que visito com frequência, carregado de boa informação, de escolhas pertinentes e com um conceito inovador. Quem gosta de livros não pode deixar de o seguir e de o recomendar vivamente…

As obras do autor:

Sinopse: Juntos Temos Poder partilha com os leitores as reflexões íntimas e as experiências pessoais de Cristóvão Santos, um médico português, de 57 anos, que, depois de perder a sua esposa, vítima de cancro, resolve partir para África ao serviço de uma Organização Não Governamental de Assistência Médica e de Ajuda Humanitária.
…Ao longo dos mais de onze meses passados em solo africano, Cristóvão convive de perto com o sofrimento de milhares de refugiados, fortalecendo, simultaneamente, uma estreita relação de amizade com os elementos da sua equipa: o italiano Gustavo Tori, experiente funcionário das Nações Unidas; a voluntária holandesa Almar Van Dijk; o tradutor e professor americano Robert Edwards e com os enfermeiros Adrien Blanc, de França, Dulce Rodriguez, de Espanha e Dominique Lautens, da Suíça, este último, antigo hippie e fã incondicional de John Lennon.
…O médico português que levava, há demasiado tempo, entre Cascais, Lisboa e Algarve, uma vida rotineira, materialista e estanque, irá descobrir, em pleno campo de refugiados, numa zona fronteiriça de Moçambique, um novo sentido para a sua vida e um grandioso destino para a Humanidade.

Sinopse: Estranhamente, um livro publicado na década de 90, por Xosé Perez, um jovem escritor galego, é riscado do panorama comercial e editorial por alguns sectores políticos, empresariais e policiais. A contestatária obra, que defendia um inequívoco regresso aos valores e tradições do Passado e uma radical mudança das hierarquias cristalizadas pela sociedade capitalista, é censurada, os seus exemplares são destruídos e o seu autor é perseguido, incriminado e condenado.

Cerca de uma década depois, um jovem bibliotecário inglês, Chris Brown, descobre um exemplar escondido no depósito da Biblioteca Pública de Old Harlow. Ao investigar o seu contexto e ao querer fazer renascer a mencionada obra, o bibliotecário irá, perigosamente, confrontar-se com aqueles que haviam eliminado o rasto da mensagem de Xosé Perez há mais de dez anos.

Chegámos a Fisterra leva-nos a reflectir sobre a possível existência de uma sociedade paralela que, na obscuridade, manipula a informação, conduzindo as massas ao encontro dos seus interesses, sejam eles políticos, judiciais ou comerciais.

Sinopse: O Eremita Galego conta-nos a história de Jorge Barros, Professor Universitário de Filosofia, de 50 anos, residente no Porto, que, num determinado ponto da sua vida – vergado por conflitos pessoais e profissionais e por uma devastadora intriga que o leitor acompanhará com emoção – sente uma inapelável necessidade de se refugiar num abandonado casebre postado na costa galega, na localidade de Muxía. Jorge viverá, então, a partir daí, durante vários anos, totalmente isolado do Mundo – dito moderno -, relegado, por opção própria, à quase única e exclusiva companhia do mar.

O Eremita Galego relembra-nos que, na vida, o único elemento que temos como verdadeiramente garantido é a mudança. Uma obra que nos faz reflectir sobre as vicissitudes da nossa existência, sobre a precariedade daquilo que temos como adquirido e sobre a facilidade com que o destino – com um simples sopro – altera o rumo das nossas vidas.

Onde pode encontrar o autor e os seus livros:
Facebook
Juntos Temos Poder
Chegámos a Fisterra
O Eremita Galego

Muito obrigada Pedro pela tua disponibilidade e simpatia 🙂 Em breve haverão opiniões de livros do autor por aqui!

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Ana C. Nunes
Ana C. Nunes
9 anos atrás

Não conhecia o autor, mas fiquei curiosa quanto ao seu trabalho.
Aproveito também para dar os parabéns por ser o vencedor do Prémio Literário Maria Ondina Braga.

Mais uma vez, esta iniciativa de dar a conhecer os autores portugueses, é muito boa.

Morrighan
Morrighan
9 anos atrás

Obrigada pela tua opinião, Ana 🙂

  • Sobre

    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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