Acordo ortográfico. Os elos linguísticos que vamos perder com a matriz europeia.

Dá que pensar…

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3 Comentários
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Anónimo
Anónimo
10 anos atrás

Um apontamento muito interessante, embora lamentável pelo que perdemos! É como aprender a escrever de novo..

Gabriel
Gabriel
10 anos atrás

Olá de novo, Sofia e restante comunidade.

Apesar de ainda não ter estudado o Acordo Ortográfico, já vou formulando uma opinião muito minha, sem fundamento científico, talvez até sentimental.
Começo por partilhar que não me sinto revoltado contra o Acordo Ortográfico e as mudanças na nossa ortografia. Sou licenciado em Tradução e Interpretação e ao longo dos estudos fui-me apercebendo que NENHUMA língua é estanque e imutável. É, pelo contrário, uma entidade viva, orgânica, flexível e mutável, como a Vida. O próprio Português tal como o conhecemos hoje já sofreu inúmeras alterações e com certeza as pessoas também não gostaram quando se mudou de "ph" para "f" ou quando vieram uns Romanos e disseram que nós, quem quer que fôssemos esses "nós", agora iríamos falar Latim.
A Língua evolui sempre para a simplificação e parece-me super natural que passemos a escrever "ótimo" visto que ninguém diz "óptimo". Os espanhóis, franceses e alemães, sim, pronunciam essa consoante. Nós, não.
Não partilho do sentimento patriótico de o Português é que é bom, especial, heróico, antigo, aventureiro e que se deve manter a língua tal ela era falada há 200 ou 300 anos. Nós também mudámos muitos hábitos desde essa altura – porque não adaptar a língua também?
Todas as línguas derivam umas das outras, especialmente a partir do momento em que as culturas se cruzam e contactam umas com as outras. Muito do nosso léxico é oriundo do Grego, Latim, Celta e Árabe. Pode-se então defender com unhas e dentes uma Língua Portuguesa ou, arrisco, qualquer língua, sendo que todas são construídas a partir de todas? Não será mais importante aqui comunicar do que propriamente o patriotismo? está bem, há uma riqueza cultural e diversidade que é boa de preservar. Eu também gosto. Mas será possível proteger uma língua, cultura, ser humano da contínua evolução, imparável pelas suas trocas principalmente hoje na aldeia global)? Será que vale a pena o esforço? A troco de quê, de dizermos que temos uma língua só nossa, cheia de consoantes que já nem lemos e não entendemos a sua função mas que são bonitas de preservar? Será esta polémica do Acordo Ortográfico uma questão verdadeiramente relevante ou mais uma questão de orgulho e patriotismo? Arrisco uma comparação talvez ridícula: é como quando joga a selecção nacional de futebol e toda a gente apoia e chora e é a maior do mundo. Mas quando perde já não vale nada.
E quem é que procura, no seu quotidiano, empregar um Português rico, variado e fluído? Cada vez oiço mais os "tipo isto, tipo aquilo", "bue da não sei quê"… Nada contra o léxico que vem de outras etnias, bem pelo contrário, mas será que muitos de nós que andamos a falar mal do Acordo e dos brasileiros e que defendemos o nosso "grande e glorioso" Português, no nosso quotidiano, estamos bem nas tintas para o que dizemos e como dizemos?
Reflicto no assunto. E repito que não tenho conhecimento de causa do Acordo. Não o estudei ainda. Acredito que haja algumas aberrações por lá. Acredito que isto tudo tenha sido pensado para favorecer as trocas comerciais. Mas não andamos todos a aprender Línguas nas escolas para favorecer trocas comerciais? Não andámos nós nos Descobrimentos a aprender Línguas para trocas comerciais?
Reflicto.

Abraço a todos e votos de um bom campeonato, Sofia. Adoro ver mulheres com gostos tão diferentes como basquetebol, literatura, engenharia informática, druidismo,…

Morrighan
Morrighan
10 anos atrás

Olá Gabriel!

Muito obrigada pela tua partilha neste comentário 🙂 Tens razão na maioria do que dizes, mas no entanto acho que o maior sentimento de revolta que existe é por parecer que estamos a adaptar o nosso português ao do brasil, quando no máximo talvez devesse ser ao contrário.

Mais uma vez, obrigada pelo teu comentário.

Abraço,
Sofia

  • Sobre

    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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