[Opinião Blog Morrighan] Palco do Crime no Teatro da Comuna – Uma Experiência que Vale a Pena

João Cruz, Carlos Paiva, Joana Almeida, Anaisa Raquel e Telmo Mendes voltam-se a juntar numa iniciativa que teve a sua primeira aparição em Julho deste ano. 

“A atriz Lúcia Coutinho foi encontrada morta nas catacumbas do Teatro da Comuna, e é o público, dividido em cinco equipas de oito elementos, que vai descobrir o culpado deste crime! O público irá conhecer e interrogar cinco suspeitos, relacionados com a vítima, que apresentam um motivo para cometer este horrendo crime.

Mas quem será o culpado? Como? Porque razão? Quando? É o espetador que irá descobrir e prender a pessoa certa!”

É este o espírito desta fantástica aventura que o espectador experiencia. Após o convite da Don’Adelaide Produções ao blog, não consegui ficar indiferente e chamei logo a joanapontoneto para se juntar a mim e irmos então as duas servir de investigadoras!

Aqui fica o nosso relato:

Don’Adelaide Productions – Palco do Crime: Cluedo Teatral

Dia 3 de Setembro, às 21:30, Teatro da Comuna

“Crime, disse ela”, mas desta feita a exclamação não acompanhou a pronúncia.

Homicídio, ainda para mais!

Lúcia chamavam-lhe em vida, Coutinho era o seu apelido – e imaginem só! ser-se assassinada, assim, sem dó, todas as semanas, Lúcia, sua pobre coitada – foi encontrada, sem vida, na cave do Teatro Comuna.

E tal não foi o crime – imaginem, imaginem só! – que tiveram de nos convidar a investigar este terrífico acontecimento. E dizemo-vos mais! Foi a toque de medo – um tímido medo, é certo – que passámos a ombreira da porta do Comuna. Sejamos honestos, já todos sabemos como isto funciona na televisão, testes de ADN, pólvora e mais uma data de tantas outras coisas, mas quando isto é na realidade a coisa muda sempre de figura.

E não é que tínhamos razão?

Passada a porta, o palco estava montado e nós transformámo-nos em personagens. E, amigos, não se enganem, que estava nas nossas mãos a responsabilidade de descobrir o culpado! De crachá e folha de investigação lá nos reunimos as nossas armas!

As questões eram várias e as respostas eram poucas – horas inconstantes, desconfianças que iam e vinham, meu deus, o que fazer? Como descobrir? Quem terá sido? Ele, ela? E os detalhes estavam lá. E nada batia certo.

Um desafio, é o que chamamos a esta peça. Um divertido desafio, é certo, mas um desafio ainda assim: é sairmos da nossa zona de conforto, é sairmos da nossa noção pré-definida de peça de teatro, é sermos um outro alguém durante uma hora e meia.

E durante uma hora e meia julgamos, criticamos, questionamos, aprendemos – talvez até desesperemos, imaginem! Mas não se apoquentem, amigos, que era impossível não sorrir nesta investigação (estas novas modas de ter um ambiente de trabalho saudável até tem que se lhe diga, assim gostavámos de ser investigadoras, acreditem-nos!).

Um enredo comum que nos é trazido da forma mais incomum, onde o desfecho nos pertence e onde os actores – que desempenharam uma papel soberbo, verdade! – têm um dinamismo tão grande que esta peça, não é uma peça apenas: ontem, fomos investigadoras. (E até achamos que nos safámos bem!).

Nunca esperámos ser desafiadas numa peça de teatro e divertirmo-nos tanto a fazê-la. A equipa da Don’Adelaide Productions está mais do que de parabéns! O ambiente criado, inclusive aquela descida à cave arrepiante, com o pormenor do boneco de lápis enfiado sabe-se lá onde (a cara era uma coisa disforme) que nos mexia com as entranhas até ao nosso âmago, ajudou a que a cada passo fosse mais fácil estarmos na pele das nossas personagens. Foi, sinceramente, fantástico.

“Palco do crime” estará em cena todas as terças e quartas de Setembro às 21h30 no Teatro da Comuna com bilhetes a 8€ e descontos para grupos superiores a 6 pessoas.

A quem deu o contacto do blog a esta fantástica equipa, muito, muito obrigada. Tão cedo não esqueceremos esta noite tão diferente e tão única.

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  • Sobre

    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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