Opinião: A Passagem – Livro I – Vol II de Justin Cronin

A Passagem (Livro I – Vol II)

Justin Cronin

Editora: Editorial Presença

Sinopse: Neste segundo volume a humanidade vive uma era de trevas em que a sobrevivência dita as leis, não só em função dos ataques dos mutantes virais, mas em relação a quase tudo. Passaram entretanto noventa anos sobre a catástrofe e a Vagante, como muitos lhe chamam, regressa de uma longa e solitária jornada de décadas. Como numa viagem iniciática, durante essa obscura deriva ganhou forma dentro dela o terrível conhecimento de que ela é a Única que tem o poder de salvar o mundo destruído por aquele pesadelo.

Opinião: Este é o segundo volume do livro A Passagem, cuja versão original é composta por apenas uma única obra. Não é, portanto, de estranhar que este segundo volume comece onde o anterior acabou, mas é de fazer notar a mestria do ponto de separação que a Editorial Presença fez. Mal nos embrenhamos nesta leitura, fica impossível largá-la. Se no primeiro volume já nos tínhamos sentido presos à narrativa e brutalmente atraídos para a mesma, neste somos completamente aprisionados.

Justin Cronin é um mestre no que toca a conjugar toda uma série de elementos no seu enredo. O perigo, a tristeza, o amor, os riscos, o ritmo de acção, estão todos maravilhosamente encaixados, nenhum sendo de mais ou de menos, mas antes provocando uma sensação de urgência em quem o lê. Ele sabe como projectar a mensagem que quer passar numa escrita elegante e poderosa. Os personagens tornaram-se os elementos mais fortes, a empatia que críamos com eles e com a sua batalha deixa-nos em expectativa constante.

Todo o conceito desta obra é fenomenal. Aos elementos distópicos e de ficção científica, o autor juntou o terror, formando uma combinação que poucos conseguem sequer almejar fazer com metade da sua beleza. Não quero adiantar muito sobre a obra, penso que deve ser lida de mente aberta e com a receptividade merecida. O que é certo é que fez a minha pulsação acelerar várias vezes, temendo pelo futuro dos nossos já conhecidos Peter, Amy, Lisha e restantes.

Quero também destacar a capacidade do autor nos fazer esquecer o conhecimento que nas primeiras páginas já tínhamos adquirido, levando-nos a redescobrir tudo agora pelos olhos dos elementos da colónia. Há medida que eles descobrem mais sobre as origens dos virais, dos isolamentos e de como o mundo ficou no estado actual, é como se também nós estivéssemos a fazê-lo. Isso foi fantástico. Recomendo esta obra a todos os amantes dos géneros que mencionei acima. Acreditem, não se vão arrepender, é uma daquelas leituras completamente obrigatórias. Adorei.

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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