[Música] Opinião: Badlav, de Jibóia

Fotografia Vera Marmelo

Cerca de um ano e meio depois do EP homónimo, eis que nos chega a cria mais nova da Jibóia, ou Oscar Silva se quiserem. E apesar de só vir ao mundo no próximo dia 29 de Setembro, é mesmo para ter medo, pois Badlav já dá sinais de vir a ser uma cria cheia de veneno para distribuir!

Cerca de vinte cinco minutos divididos em apenas quatro faixas compõem o novo EP do lisboeta, que conta com a presença da sua companheira de combate Ana Miró (Sequin) e tem o habitual selo de qualidade da Lovers & Lollypops e da label italiana Shit Music for Shit People. Conta ainda com a produção e mistura de Xinobi, razões mais do que suficientes para ser considerado de audição obrigatória.

E não é que mesmo partindo para a audição deste EP com as expectativas algo elevadas, Badlav consegue ultrapassar a fasquia sem sequer lhe tocar! Pois é, a verdade é que Badlav acaba por ser o caminho natural para quem, como eu, se rendeu ao primeiro EP homónimo e já teve a oportunidade de ser encantado pela Jibóia ao vivo.

Mantendo as principais influências do seu trabalho anterior, Jibóia traz neste EP uma nova diversidade de ritmos e uma maior presença vocal de Ana Miró, que fazem de Badlav um EP mais rico e mais dançável que o seu antecessor. Os loops continuam a existir, mas desta vez não tão prolongados e numa envolvência mais trabalhada e mais cuidada.

Considerando difícil destacar alguma faixa, dada a consistência de Badlav, prefiro destacar todos os segundos contidos neste EP como um todo, que não deve ser dividido. Como aqueles bolos de aniversário que nos dá pena de fatiar. Uma alucinante viagem pelo mundo hindu para ser feita sem pausas.

Os concertos de apresentação serão no próximo dia 8 e 9 de Outubro no Musicbox (Lisboa) e Café Au Lait (Porto), respectivamente.

por Diogo Marçal

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

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