[DESTAQUE] TRC ZIGURFEST 17 com CARTAZ FECHADO – DIA ZERO, ZONA E HORÁRIOS

Dia 31 de Agosto começa mais uma bela edição do TRC Zigurfest, um dos festivais mais bonitos e mais apaixonados do nosso país. Desde a sua primeira edição apostam na música emergente em Portugal, e desde o último ano que também têm apostado em residências artísticas. À beleza de Lamego junta-se o talento fervilhante, a vontade de fazer acontecer e a concretização sólida de quem acredita que se pode fazer mais e melhor pela arte em Portugal. Do cartaz, devo confessar, tenho aqueles que já habitam no meu coração desde que soube da sua existência: a electrónica cada vez mais apurada dos Whales, a alegria festiva e até romântica dos Nice Weather For Ducks e aquele jazz capaz de nos arrancar deste universo dos The Rite of Trio. Mas fora estes posso aconselhar sem qualquer problema Stone Dead, Acid Acid, Coelho Radioactivo, Galgo, Lama, Madraste e Nils Meisel. Do cartaz foram aqueles que já vi e que gostei. Os que não mencionei foi porque nunca vi, mas se estão neste festival é porque valem a pena ver, portanto tentaria espreitar cada um deles. Confesso que tenho uma curiosidade muito aguçada com Madrasta (do querido Manuel Molarinho – Baleia Baleia Baleia e Manipulador), GPU Panic (do Guilherme Ribeiro – Salto), e ultimamente não param de me falar dos The Twist Connection, que espero poder ver brevemente. Acima de tudo o cartaz do Zigurfest consegue ser um cartaz para deliciosas descobertas. Infelizmente não vou poder estar presente (este ano o doutoramento está com prazos mesmo apertados), mas se puderem, força! Tenho a certeza que não se vão arrepender. Bom festival! (Deixo-vos com as infos oficiais e horários).

Mesmo que quiséssemos, não dava mesmo para aguentar mais as novidades: para fechar de vez o cartaz desta edição, convidámos GPU Panic, Twist Connection, LYFE, Madrasta, Nils Meisel e Whales. Com estes nomes, chega também a confirmação de que além dos habituais Palcos Teatro Ribeiro Conceição, Castelinho e Olaria, vamos também instalar-nos na renovada Alameda do Castelo e no Parque Isidoro Guedes (este último apenas no dia 31 de Agosto).


Abrimos as hostes com o nosso LYFE, beatmaker lamecense que depois de alguns anos em incubação parece ter assentado definitivamente num alter-ego que encontra harmonia entre o esclarecimento digital da vaporwave e os beats redondinhos de J Dilla. Aceleramos para GPU Panic, projeto que Guilherme Tomé Ribeiro mantém paralelamente aos mui portugueses Salto, e que lhe tem servido para ir do escapismo mais textural a terrenos mais dançáveis. Chega com a bagagem cheia da sua passagem pela Red Bull Music Academy em 2016 e com a boa responsabilidade de fechar o festival em comunhão física. 


Ainda no campo electrónico, mas mais experimental e difuso, encontramos Nils Meisel. Produtor luso-alemão a residir em Portugal há já vários anos, Nils serve-se das variações microscópicas na música que cria para criar momentos de transe e manipulação corporal como há muito não víamos. Música para o corpo é o que criam também os The Twist Connection. Encabeçados pelo lendário Kaló, que desde os Bunnyranch não tínhamos o privilégio de ver a liderar uma formação, alinham-se pelo diapasão daquele rock apuradíssimo (e caótico) que fez de Coimbra uma cidade lendária.


 Também eléctricos, mas com uma voltagem que convida à contemplação e introspeção – um pouco como ensina a cartilha dos Slint e dos Tortoise – são os Madrasta. Powertrio como mandam as regras, com baixo, bateria e guitarra, editaram recentemente o belíssimo “Matiné” (pela Honeysound) e é esse disco que vêm agora apresentar a Lamego. Por fim, abram alas para os Whales, jovem formação de Leiria que, com conta peso e medida, cruzam o groove do rock à euforia da electrónica. A atravessar uma fase de metamorfose, são para manter debaixo de olho na sua estadia a norte.


Mas temos (ainda) mais prendas para vocês. No dia 30 de Agosto, quarta-feira, começamos lentamente a descerrar o pano para a edição deste ano com o “Dia Zero” e quatro concertos especiais em tantos outros pontos da cidade. O luso-brasileiro Luca Argel, mestre da miscigenação musical entre Portugal e Brasil, toca na Igrega do Desterro; a Primeira Dama de Manuel Lourenço e os Talea Jacta de Pedro Pestana e João Filipe Pais sobem ao Museu de Lamego para mostrar de que é (des)feito o ritmo, enquanto que Sallim se apresenta no Museu Diocesano para mostrar o que é afinal isto de fazer belíssimas canções em português. 


Num prolongamento do cruzamento artístico iniciado em 2012 com o concerto de RA + JP, acolhemos a segunda edição da ZONA – Residências Artísticas de Lamego. Com o objetivo de introduzir na cidade e no município obras de expressão artística contemporânea, convidámos os artistas Tatiana Marta Silva e a dupla Cooperativa Ladra: Miguel F + Inês Barbosa para se mudarem para Lamego durante o mês de Agosto. O resultado deste período de criação e produção artística será apresentado a 31 de Agosto, 1 e 2 de Setembro. 


A ZONA inaugura também um novo segmento este ano, desta feita orientado para as artes acusmáticas, com curadoria de Manuel Guimarães e António M. Silva. Tratam-se de quatro instalações sonoras que pretendem funcionar como interpretações audíveis dos locais históricos onde se encontram expostas. Servindo-se de espaços que delimitam a geografia do festival e que este ano se transformam assim numa espécie de fronteira sonora (ou roteiro audível) do TRC ZigurFest, O Som do Espaço vai ocupar a Cisterna e a Torre do Castelo, o Museu de Lamego e os Claustros da Sé Catedral. As instalações foram criadas por nial, Daily Misconceptions, José Miguel Silva e Vitor B. Pereira e podem ser ouvidas de 28 de Agosto a 3 de Setembro. 


Os concertos especiais serão gratuitos, mas limitados à lotação de cada um dos espaços. Os horários e divisão de concertos por palco podem ser consultados em baixo ou na imagem em anexo. 


Os bilhetes para a 7ª edição do TRC ZigurFest já estão à venda na Bilheteira do TRC e na Ticketea. O passe de 3 dias custa 5 euros, ao passo que os bilhetes diários têm um preço de 3 euros.



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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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