[ESTREIA VÍDEO] Journey Back, de Urso Bardo e o Confronto entre a Sensibilidade e a Força

Journey Back é o tema de abertura do disco homónimo de estreia do quarteto instrumental lisboeta, os Urso Bardo. A sua música é caracterizada por conseguir explorar espectros sonoros que nos levam por paisagens melancólicas e saudosistas. A própria banda afirma que tanto a melancolia como a saudade são “dois traços bem portugueses” e o vídeo de Journey Back vem reforçar essas emoções. Quando vi pela primeira vez o vídeo, senti uma espécie de arrebatamento.

O vídeo transmite-me um constante paralelo entre força e sensibilidade, luz e escuridão. São seis minutos e meio de um trabalho artístico fenomenal em que todos os intervenientes estão de parabéns. Desde a idealização à execução, este é um vídeo que merece ser apreciado. Eu sei que me arrepiei quase desde o início ao fim, ligando-me desde início aos cenários explorados. Somos expostos a uma vulnerabilidade e a uma intimidade que nos leva ao nosso próprio eu e às nossas experiências de união e separação.

Esta composição, aliada a este vídeo, faz-nos percorrer o aquele caminho, que consegue ser sinuoso, entre o estarmos sozinhos, estarmos com alguém e depois ficarmos novamente sozinhos. Primeiro o fascínio, depois a dificuldade do desapego. A narrativa visual é poética e intensa. Vale a pena mergulhar de cabeça. Sair indiferente não é opção. Mas bem, isto foi aquilo que eu senti com a música e com o vídeo. Perguntei à realizadora Joana Jorge o que é que tinham pretendido com o vídeo e não fiquei assim tão longe: Com o vídeo pretendemos explorar um espaço que continha vários lugares, como acontece nas várias fases de uma relação. Lugares mais quentes, lugares mais sombrios e outros mais luminosos e esperançosos, outros em que estamos mais afastados e noutros mais próximos. Quisemos explorar a evolução de uma separação amorosa. Tal como quando as pessoas se juntam, a ruptura do seu relacionamento é também um processo em crescendo, desde o momento em que se apercebem da decisão de se separar até ao closure necessário – por vezes um pouco caótico e nostálgico – em que os caminhos se afastam de vez. É disso que este vídeo “fala”. De duas pessoas que decidiram seguir caminhos diferentes, ainda que, durante imenso tempo, continuem a encontrar-se, em diferentes lugares, quer voluntaria quer involuntariamente.

O disco de Urso Bardo tem este poder, de nos levar a sítios tão desconhecidos quanto familiares, confortando e desafiando ao mesmo tempo. A banda vai andar em digressão na promoção do disco nas lojas Fnac com apresentações ao vivo em Viseu, Coimbra, Porto, Cascais, Oeiras e Almada. Paralelamente, estão a trabalhar no material para o novo disco: gravam o segundo no final de Maio no Black Sheep Studios em Sintra. Sigam-nos em http://ursobardo.com/pt/ https://www.facebook.com/ursobardo/.

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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