Opinião: O Jogador de Xadrez, Adaptação do romance de Stefan Zweig, por David Sala

O Jogador de Xadrez 

de David Sala (adaptado do romance de Stefan Zweig)

Editora: Levoir/Público

Sinopse: Nos tranquilos salões de um paquete em viagem para a Argentina, o campeão do mundo de xadrez defronta numa última partida, a um aristocrata vienense cujo incrível domínio do jogo nasceu do isolamento forçado, durante o domínio nazi. Esta denúncia esmagadora e desesperada da barbárie nazi, foi o último texto escrito por Stefan Zweig antes de se suicidar, a partir do qual David Sala realizou esta adaptação que a revista L’Express classificou como sumptuosa.

OPINIÃO: Quando li Novela de Xadrez, original de Stefan Zweig, o impacto foi tão forte que a história ecoou durante muito tempo na minha cabeça. Na altura escrevi sobre o mesmo neste link, portanto vou-vos poupar à repetição do que achei sobre o livro. Ainda assim, há dois factos que merecem ser relembrados: Novela de Xadrez foi o seu último romance antes de se suicidar, todo o ambiente está envolto numa série de obsessões. Adaptar esta obra a banda desenhada seria tudo menos uma tarefa fácil. Nas mão de David Sala, parece que foram feitos um para o outro. 

Não sou perita em análises de banda desenhada, tal como não sou de romances, portanto à semelhança do que faço com estes últimos, quando escrevo sobre uma banda desenhada exploro apenas a forma e a dimensão que a história toma na minha cabeça quando aliada a expressões gráficas específicas. Uma coisa é lermos um romance e imaginarmos os cenários na nossa cabeça. Outra coisa é termos precisamente todos esses contornos já definidos. Por vezes achamos que qualquer representação gráfica fica aquém da nossa imaginação. Neste caso, David Sala fez um belíssimo formato tanto na opção do traço do desenho, como com as cores que utilizou. 

Conseguir explorar um tempo que já não é o nosso, ao mesmo tempo que se tem a responsabilidade de reproduzir todo o lado emocional, que é caracterizado por um crescendo cada vez mais pesado, do protagonista, foi de mestre. A escolha das perspectivas, os pormenores aumentados, a velocidade que por vezes foi impingida no avanço da história, faz e O Jogador de Xadrez uma belíssima obra de arte. Não posso falar pelo autor original, mas sendo fã da sua escrita, penso que melhor representado seria difícil. 

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

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