Opinião: Espada de Vidro, de Victoria Aveyard

Espada de Vidro (A Rainha Vermelha #2)

Victoria Aveyard

Editora: Edições Saída de Emergência

Sinopse: O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven – o amigo que a traiu –, Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.

Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar.

Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião?

Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre?

Opinião do primeiro livro – A Rainha Vermelha – aqui: http://www.branmorrighan.com/2019/02/opiniao-rainha-vermelha-de-victoria.html

OPINIÃO: Aqui estou eu, em frente ao ecrã do computador, e sem saber muito bem como começar esta opinião. Como podem ver pelo link acima, eu gostei consideravelmente de A Rainha Vermelha. Já há bastante tempo que não iniciava uma nova saga de literatura fantástica e dei por mim bastante persa ao enredo e ao universo. Não que este fosse brutalmente original, mas Victoria Aveyard soube como construir uma narrativa empolgante. E sendo isso uma qualidade, acabou por se revelar um defeito em Espada de Vidro

Assim que tive oportunidade peguei neste livro e aventurei-me de cabeça. Gostei que começasse praticamente no mesmo ponto que o outro acabou, fazendo com que o entusiasmo da leitura anterior ganhasse um novo fôlego no início desta. O problema emergiu quando comecei a perder a paciência com a protagonista – Mare – e com a própria autora. Este livro tinha um potencial desmesurado. A procura pelos sanguenovos, a dualidade entre a fuga e a luta de Mare/Cal contra Maven, etc., prometiam uma continuação recheada de acção e ainda de mais sangue que na primeira. A questão é que em vez de a história desenvolver com o crescimento de personagens secundários, de ganhar uma maior dimensão e de sair um pouco da mente estilhaçada de Mare, não… Continuamos apenas na perspectiva de Mare. Porém, tal como ela se sente a sufocar na sua miséria, também me fez sentir sufocar na medida em que teria sido brutal ver mais personagens fortes evoluírem e tomarem parte forte na história. 

Mesmo neste tipo de romances distópicos com triângulos amorosos, etc., acaba por haver sempre aqueles que se elevam um pouco e, em conjunto com o/a protagonista, suportam toda a trama. Em Espada de Vidro vivemos Mare. Ponto. E por muito que digam, como já li, que Mare está apenas a ser humana, etc. etc., a verdade é que me cansou todo aquele egocentrismo, a constante insegurança e a sua ordem de prioridades nos sacrifícios a fazer. Tudo bem, mea culpa, isso não é culpa da autora é culpa minha que imaginei a história de outra maneira. Tenho achado bastante piada a quem diz que é #TeamMaven ou #TeamCal, como se isto fosse uma espécie de confronto entre os Salvatore na luta pela Elena, mas a verdade é que por mim qualquer um deles merece um maior crescimento nos próximos volumes. 

Admito, o livro tem avanços importantes e houve alturas de maior desenvolvimento em que quis virar página após página para saber onde a história ia parar, mas só as últimas páginas é que acabaram por “levar à arena” a verdadeira acção. E é por causa destas mesmas últimas páginas que quero muito ler o terceiro livro. Estou com aquela esperança que a escritora se vai redimir e trazer de volta um universo implacável, mas em que as personagens podem respirar e assumir o seu papel, sem estarem sempre nas sombras de Mare. No volume anterior isso foi muito mais equilibrado do que neste. Veremos o que trará A Jaula do Rei.

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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