Mitologia Nordica – Odin

Odin é o Pai de Todos, relembrado hoje como o Deus da guerra e da fúria dos vikings. Contudo, ele não se ficou por aqui. Nas Eddas (nome dado ao conjunto de textos encontrados na Islândia (originalmente em verso) e que permitiram iniciar o estudo e a compilação das histórias referentes aos personagens da mitologia nórdica), ele é o líder dos Deuses, mas essa posição originalmente era de Tyr, pois Odin tornou-se soberano durante a Era Viking, onde um Deus mais astuto era mais importante que um Deus radicalmente justiceiro. Odin é o Deus da sabedoria e do poder mágico, pois foi ele quem resgatou as runas, o alfabeto que guarda os mistérios do universo. Odin também é considerado Deus da morte, porque ele juntamente com Freya, recebiam os guerreiros que chegavam em Valhalla. Símbolos: os corvos: Munin e Hugin, os lobos: Geri e Freki, o cavalo Sleipnir, e a lança Gungnir.

Um pouco da sua história:

Odin é protetor dos exércitos, dos mortos em batalha, da magia, dos magos e dos andarilhos.

Antes de atingir o grau de divindade, possuía uma tropa de guerreiros-sacerdotes. Eram chamados de Camisa de Urso ou Pele de Lobo, tinham treino xamã e usavam cogumelos alucinógenos que visavam alterar o estado de consciência.

Eram homens enormes com barbas e cabelos longos, vestidos com pele de urso ou de lobo, atadas ao corpo por enormes cinturões. Usavam grandes elmos adornados por chifres.

Conta a lenda que o poderoso Odin desejou ser o conhecedor dos mistérios mágicos, para tanto, entregou-se a um ritual de sacrifício ficando pendurando na árvore do mundo, Yggdrasil, de cabeça para baixo, ferido pela sua própria lança, durante 9 dias e 9 noites, com fome e sede.

Terminado esse período, avistou os caracteres rúnicos no chão e recolheu-os.

Ainda insatisfeito, pediu permissão para beber água na “Fonte do Conhecimento” do Gigante Mimir, não hesitando em entregar como pagamento um dos seus olhos.

Odin era ainda ajudado por 2 corvos: Hugin (Espírito e Razão), e Munin (Memória e Entendimento) que se posicionavam nos seus ombros depois de percorrer o mundo durante o dia na busca de novidades para o Grande Deus.

Havia também 2 lobos que ficavam de guarda a seus pés e que se alimentavam de todo o tipo de carne, inclusivé humana, que era oferecida aos Deuses.

Tinha um cavalo lendário Sleipnir, com 8 patas, movimentando-se, rapidamente pelos céus entre a esfera humana e divina.

A sua lança,Gungnir, presente dos anões ferreiros mágicos, só se detinha após atingir o alvo.

Sentado num trono onde podia avistar o mundo inteiro, ficava na companhia dos mais valorosos guerreiros mortos nos campos de batalha, recolhidos no minuto derradeiro pelas Walkirias (doze virgens aladas com plumas de cisne). Esse exército espiritual do bem mantinha-se alerta para entrar em acção por ocasião do Crepúsculo dos Deuses – Ragnarokk- Apocalipse- contra as forças do mal, combate onde a destruição total imperaria, surgindo uma nova raça, passando do planeta de expiação para o planeta de regeneração.

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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