Entrevista a Alberto Riogrande, Escritor Português

Hoje trago até vós a entrevista do escritor do livro A Lua no Teu Umbigo que tanto gostei de ler. Aproveito para me gabar um bocadinho e dizer que a minha crítica foi colocada no site oficial do livro, na sua descrição 🙂
Foi mesmo muito bom ler aquele pequenino livrinho de poemas. Vamos agora conhecer um pouco quem o escreveu:

Sobre mim:

Estudei na universidade de Coimbra e sou professor. Viajei muito, em particular na Europa. Vivi durante longos períodos na Provença, região do sul da França, um espaço encantatório pelas paisagens, sabores, perfume da lavanda… Vivi, também, no Luxemburgo, Norte dos Balcãs e em Paris, cidade que conheço muito bem e que exerce um fascínio muito especial, intenso. Durante quatro anos, morei na ilha do Pico, terra que Raul Brandão considerava particularmente. Viver numa ilha tão bonita como o Pico amainou a minha alma intranquila. Conheci velhos baleeiros, nostálgicos da caça e do frente-a-frente com o gigante das profundezas. Muitos matavam a tarde em cigarros intermináveis, os olhos afundados no mar. Os dedos inquietos no arpão imaginário. Na ilha conheci pessoas extraordinárias. E por isso, faço referência a esse espaço mágico.

Estilo e Ritmo de Escrita:
O que dizer da minha escrita? Nem eu sei como definir-me. Deixo isso para os prováveis leitores.
No entanto, é uma escrita sensorial e muito intensa, creio. Sinto-a como tal. Fala dos afectos, da paixão, do amor e dos trilhos nem sempre fáceis da crepitação da alma e da carne.
Há períodos em que escrevo intensamente. Noutros escrevo textos infindáveis no meu pensamento E ficam por lá. Sou um sonhador inveterado. Basicamente, isso.

Influências:
Durante muito tempo fui um leitor insaciável. Daí as influências serem intermináveis. Quem já me leu, diz-me que um dos aspectos que marca a minha escrita é a originalidade. No entanto, é justo dizer que os bons professores marcam, os grandes autores também. E que a minha maneira de escrever é um tributo, modesto, aos criadores que se entranharam em mim.
Entre muitos, nos poetas destaco Tagore, Pablo Neruda, Fernando Pessoa, Jacques Prévert, Llorca, Eugénio de Andrade, Rimbaud, Sophia de Mello Breyner Andresen …

Projectos Futuros:
Escrevi os poemas num contexto do meu percurso existencial. Depois de os ter feito, disse-me, jurei a mim mesmo, que não escreveria mais o que quer que fosse. Acabei por me contradizer. Escrevi mais umas dezenas de textos, que o meu editor publicará no próximo ano. Ou no outro.
E um longo texto em prosa. Para os meus pentanetos exumarem. Se quiserem.

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Ana C. Nunes
Ana C. Nunes
11 anos atrás

Adorei ler sobre o autor, que me parece uma pessoa com experiências fantásticas para contar.
Confesso que não sou grande leitora de poesia, não por não gostar, mas sim por não lhe dar a atenção merecida. Algo a mudar.

Unknown
Unknown
11 anos atrás

Li a opinião da Sofia acerca do livro A Lua No Teu Umbigo e fiquei curiosa. Muito curiosa porque me pareceu muito entusiasmada.
Quando peguei no livro – realmente a capa é lindíssima e prende logo o lhar – e o comecei a ler à pressa ainda na livraria, fiquei agarrada.
É o meu livro de cabeceira. Já o li e reli e não me canso.
Estou a criar dependência.
Obrigado, Sofia.

Morrighan
Morrighan
11 anos atrás

Ana, este autor vale mesmo a pena =) Arrisca!

Marta, nada que agradecer. Este livro é uma pequena preciosidade 🙂 Nunca nos fartamos de ler e reler 🙂

**

Unknown
Unknown
11 anos atrás

É um livro espectacular. Já sei alguns poemas de cor. O meu namorado já me disse que estou pedrada com o livro.
Um beijo agradecido à Sofia.
Haverá maneira de conhecer o autor?

Morrighan
Morrighan
11 anos atrás

Xana, é mesmo um livro espectacular =)

O autor prefere manter o pseudónimo e não apresentar foto. Quem sabe um dia mais tarde … 🙂

Unknown
Unknown
11 anos atrás

O livro é um monumento.
Já o comprei e também vou fazer boa publicidade.
A opinião da Sofia também é um monumento. Pela sensibilidade, paixão e emoção que coloca nas palavras, num texto muito bem escrito. Aguçou-me a curiosidade. E tudo o que escreveu, eu subscrevo.
É um livro ideal para ler e reler, para oferecer aos namorados e namoradas, esposas, maridos e amantes.
Também lhe agradeço, Sofia.

Morrighan
Morrighan
11 anos atrás

Olá Margarida,

Muito obrigado pelas suas palavras… Foi algo que saiu de mim aos tropeções. Confesso que acho que nem sempre me consigo exprimir de maneira correcta, mas este livro tocou-me mesmo.

Beijinho*

Unknown
Unknown
11 anos atrás

Já li o livro.
E não estava à espera que um livro de poesia me surpreendesse tanto. E tanto.
O autor agarra-nos de uma maneira como eu não sentia há muito, mesmo em obras de autores consagrados.
Parabéns à Sofia por me ter despertado o interesse nesta obra. Parabéns pelo seu Blogue, que é muito bom.

Morrighan
Morrighan
11 anos atrás

Olá Rosa,

Muito obrigado pelas suas palavras. É sempre bem vinda! E trate-me por tu 🙂

Unknown
Unknown
11 anos atrás

Livro genial. O autor é um fora-de-série.
Linguagem poderosa, maravilhada. Marcante.
Muitos dos poemas vão estar nas melhores compilações de poesia da língua portuguesa.
Parabéns ao autor. À editora. À Sofia.

José Paulo Vasconcelos
José Paulo Vasconcelos
11 anos atrás

Não é um livro qualquer.
"A lua no teu umbigo" é um livro de poemas e de palavras prenhas de poesia.
Mais do que um livro para ser entendido e explicado, é um livro para ser sentido e saboreado. Melhor ainda, para ser vivido e partilhado…
São poemas que falam da paixão alucinada – "aluada" nas palavras do autor – temperada com o requinte de quem já não é adolescente. É um livro para gente crescida, para gente emocionalmente adulta. Não porque seja obsceno ou chocante. Longe disso! Antes o é delicado e até gentil, mas… tal como para saborear um prato gourmet é preciso ter educado o paladar, para sentir estes poemas debaixo da pele é preciso ter requintado a paixão. E há coisas que só a idade traz…
"Alberto Riogrande" é o pseudónimo de um amigo meu (e amigo, colega ou conhecido de quase todos os que lerem esta nota).
O autor quis refugiar-se por trás de um outro nome que faz jus à largueza das palavras e à torrente dos sentimentos; quis reservar-se num pseudónimo que reflecte a imensidão da lezíria ribatejana onde vive. Não sei por quanto tempo conseguirá continuar a esconder-se, mas pelo menos temos o seu livro.
Recomendo, vivamente, a leitura destes poemas. Não se fica indiferente.

Atrevo-me a partilhar convosco um poema, talvez o mais pequeno de todo o livro:

Futuro indicativo

Queria
que toda a gente
soubesse,
depois dos meus olhos
se fecharem,
que a terra ainda
estremece
só dos meus olhos
te sonharem.

Morrighan
Morrighan
11 anos atrás

Olá José,

Esse foi o poema que mais me marcou. Apesar da intensidade da maioria dos poemas, quando li esse, foi diferente.

Muito Obrigado pelo seu comentário.

Seja sempre bem vindo.

Unknown
Unknown
11 anos atrás

Passei o fim de semana a ler este livro invulgar.
O autor consegue transportar-nos para um voo maravilhado sobre o amor, os sentimentos, a paixão, numa escrita intensa e febril. Escrita muito bela que fica logo dentro de nós. Acaba-se um poema e vamos para o seguinte. E é a mesma sensação. Sem nos darmos conta estamos no fim do livro e voltamos ao primeiro poema. E aos seguintes.
O livro é uma enorme surpresa. O autor escreve como quem respira. Sente-se que domina as palavras como poucos.
Parabéns ao autor.Que venham mais livros. Rapidamente.

Unknown
Unknown
11 anos atrás

Gostei muito de ler o livro.
Parabéns ao autor.
Fico à espera de mais.
Mas será que nos vai continuar a surpreender?
Aproveitando as palavras da Sofia, aconselho a todos aqueles que gostam de ler poesia. Os que não gostam, creio bem que vão passar a gostar porque o livro é muito bom. Do primeiro ao último poema.
Gostei muito de todos, em especial "minuto", "intervalo" e "regresso". Este último é uma pérola, uma obra-prima.

Beijinhos

Laura

Unknown
Unknown
11 anos atrás

Quem é este homem, Sofia?
Quem é este homem que escreve e ama assim?
Se ama como escreve, quero-o para mim.
O livro excitou-me. Na psiqué e na carne.
Vou ficar à espera do próximo, só espero que não demore muito a chegar.
Parabéns ao autor e a ti, pelo texto que fizeste.

Beijinho

Maria

Unknown
Unknown
11 anos atrás

Gostei muito, muitíssimo, de todos os poemas. O que mais me disse, o que me deixou em transe, foi exactamente o último, a "Carta".
Sofia,já reparaste bem nos últimos versos…"olhos para te ver, alma para te sonhar, veias para te querer, mãos para te reinventar".
Meu Deus!!

Beijinhos

Morrighan
Morrighan
11 anos atrás

Eva, Laura e Maria,

Muito obrigado pelos vossos comentários. O livro é sem dúvida pólvora que acaba por explodir dentro de nós de tanta felicidade e paixão.

Quase que o devoramos a um ritmo alucinante porque só queremos sentir e sentir. Temos sede de sentir o que o autor sente, o que nos transmite.

Mais uma vez, obrigado.

Um grande beijinho às três*

Unknown
Unknown
11 anos atrás

Eu e uma amiga comprámos o livro e adorámos.
Os poemas são maravilhosos, a escrita é surpreendente e muito bonita.
Faz muito bem à alma ler textos desta qualidade.
Parabéns ao autor.

Mafalda e Inês

Unknown
Unknown
11 anos atrás

É preciso ter sorte na vida e sorte no amor.
Os homens dizem que sou uma mulher interessante, mas isso não me trouxe sorte no amor. Pelo contrário.
Os meus dois casamentos falharam porque me apaixonei por dois homens ciumentos. Com o tempo tornaram-se mais ciumentos e uns montros. Separei-me de um do outro.
Gostei de todos os poemas, mas senti deveras as palavras do autor quando fala do ciúme. E como é viver com o ciúme.
Mas gostei muito de ler o livro. Aliás, estou a recomeçá-lo.

Mafalda

Unknown
Unknown
11 anos atrás

Livro maravilha.
Mais palavras para quê?

Laura

Morrighan
Morrighan
11 anos atrás

Obrigado pelas vossas opiniões =)

  • Sobre

    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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