Opinião: ‘O Guerreiro-Lobo’ (A Saga das Pedras Mágicas #2) de Sandra Carvalho

O Guerreiro-Lobo (A Saga das Pedras Mágicas #2)

Sandra Carvalho

Editora: Editorial Presença

Colecção: Via Láctea #31

Sinopse: Na sequência dos dramáticos acontecimentos que encerram o primeiro volume desta saga, A Última Feiticeira, Catelyn é levada com os seus captores para a Terra Antiga. Aí, a jovem feiticeira descobre os fios que entretecem o seu próprio destino com o daqueles que agora a acolhem. Descobre igualmente que aquele viquingue que a salvou de uma morte certa é alguém que ela já tinha vislumbrado em intrigantes visões. Throst, filho de Thorgrim, é agora o seu senhor. Mas os segredos do Universo, guardados no topo da Montanha Sagrada são indiferentes aos desígnios humanos. Catelyn anseia por apoiar as mãos na Pedra do Tempo e encontrar a solução para os enigmas que a atormentam, assim como por prosseguir a sua aprendizagem da Arte Superior. Quando o sangue derramado no mar clama por vingança, a heroína enfrenta a mais difícil das decisões: regressar à Grande Ilha, para derrotar Gwendalin e salvar o seu povo, ou permanecer na Terra Antiga, livrar o Guerreiro-Lobo da maldição que o condena, e ajudá-lo na sua grande missão?

Opinião: Após o início d’A Saga das Pedras Mágicas com A Última Feiticeira, foi com grande entusiasmo que peguei neste volume e rapidamente o comecei a devorar. Tal como tinha dito na opinião do livro anterior, Sandra Carvalho chegou para ficar e continua a surpreender.

Catelyn prepara-se para viver a derradeira aventura da sua vida. O equilíbrio entre as forças do bem e do mal estão por um fio e depende em grande parte dela conseguir que esse fio não se quebre. Porém, vários obstáculos a esperam e os desafios tornam-se cada vez mais impossíveis. O fardo que carrega, começa-se a tornar insuportável e é à custa de muito esforço, sacrifício e dedicação que vai conseguindo caminhar na direcção que acha ser a correcta, a que o seu coração dita.

Throst, o grande guerreiro-lobo e um grande senhor Viking, rapidamente vê todos os seus valores e crenças postos em causa. Desde sempre repudiou e negou a magia. Devido a um passado mais tenebroso, não consegue confiar em feiticeiros. No entanto, o seu relacionamento com Catelyn veio abalar totalmente essa sua determinação.

Várias profecias pareciam traçadas, vários destinos pareciam inevitáveis. No entanto, existirá sempre um sentimento capaz de mudar e trocar todas e quaisquer voltas ao destino – o amor. E o amor que une Catelyn a Throst será sempre a maior força movedora de tudo o que os rodeia. A cada instante são eles, com as suas acções, que fazem com que o rumo da história seja o desejado e não o previsto. Claro que nem tudo corre de feição e a Pedra do Tempo mostra a cada um os possíveis futuros que os esperam.

Na Grande Ilha, o Mal continua a tecer as suas teias preparando-se para arrasar com toda e qualquer determinação que o Bem possa ter. Ao mesmo tempo que nas terras do Norte um grande bem é gerado, um terrível e potencial mal é igualmente originado. E só um poderá equilibrar o outro.

Este volume traz sem dúvida um novo vigor à história. Apesar de ter um ritmo mais lento que o anterior, o conhecimento que nos é transmitido sobre a origem de todos os conflitos é bastante vasto e assim conseguimos compreender melhor o porquê de algumas escolhas e acções. O ponto forte é sem dúvida a relação entre Throst e Catelyn. A oscilação constante entre a felicidade e a tristeza de ambos, deixa o leitor completamente vidrado e esperançoso de um final feliz, contra tudo e contra todos.

A escrita da autora é bastante intensa nas descrições dos sentimentos e prende-nos do início ao fim. Confesso que em apenas um dia li mais de metade do livro, acabando-o no dia seguinte. E, apesar de continuar a ver algumas semelhanças entre a Sandra Carvalho e a Juliet Marillier, penso que a autora consegue criar um registo bastante próprio deixando a sua marca bem patente no leitor. Gostei Muito e estou ansiosa por pegar no próximo capítulo da história – Lágrimas do Sol e da Lua.

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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