Opinião: ‘Inveja’ (Anjos Caídos #3) de J.R. Ward

Inveja (Anjos Caídos)

J.R. Ward

Editora: Quinta Essência

Sinopse: Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais… e o fracasso não é permitido.

Enquanto filho de um assassino em série, o detetive de Homicídios Thomas Delvecchio, Jr., cresceu à sombra do mal. Agora, dividido entre o dever cívico e a vingança cega, vai expia os pecados do pai – lutando com os seus demónios interiores. Sophia Reilly, a agente dos Assuntos Internos encarregue de supervisionar Delvecchio, tem por ele um interesse tanto profissional como pessoal. E Delvecchio e Sophia têm outra coisa a uni-los: Jim Heron, um misterioso desconhecido com demasiadas respostas… a perguntas que são fatais. Quando Delvecchio e Sophia entram na batalha final entre o bem e o mal, o seu anjo caído salvador é a única coisa que se interpõe entre eles e a danação eterna.

Opinião: Em Cobiça e Desejo, já nos tínhamos apercebido que a tarefa de Jim Heron não era, de todo, fácil. Após uma vitória e uma derrota contra o demónio Devina, chegou a vez de ver para que lado cairá a balança no fim de mais uma encruzilhada.

Delvecchio é um bom detective. Após, aos 17 anos, ter encontrado a mãe brutalmente assassinada pelo seu pai e de este ter sido acusado de uma monstruosa quantidade de homicídios, ele soube que caminho haveria de seguir. E esse seria um caminho contrário ao do pai, vivendo para colocar atrás das grades todos os que fossem como ele. No entanto, existe algo que não lhe permite andar completamente em paz. Sempre que se olha num espelho, é como se uma sombra estivesse sempre reflectida, fazendo-lhe lembrar toda a escuridão que pessoas como o pai dele representam.

Um dia, Delvecchio depara-se com um cenário macabro. Tem nos seus braços um serial killer quase totalmente desfeito. Quando toma consciência de tal, telefona logo para as urgências e para os seus colegas polícias. Porém, não se lembra de nada. Lembra-se que se dirigiu ao local para dar cabo do filho da mãe, mas não se lembra de ser ele a fazê-lo nem muito menos do que se passou para o assassino ter ficado naquele estado. Será que finalmente os genes falaram mais alto?

Enquanto o assunto é averiguado, Delvecchio fica sob a supervisão de Sophia Reilly. Sophia Reilly é uma mulher independente de personalidade forte. Devido ao seu trabalho nos Assuntos Internos, por vezes vê-se confrontada com situações desconfortáveis pois muitas vezes tem que denunciar os seus próprios colegas. Quando Delvecchio fica sob o seu comando, Reilly só espera que este não seja um desses casos. Ela acredita na inocência do detective, mas nem ele tem a certeza de estar inocente.

É sabido que por muito que duas pessoas que trabalham juntas e tentem ser profissionais, quando existe algum tipo de atracção é impossível manterem a fachada durante muito tempo. No caso de Reilly e Delvecchio, foi algo quase instantâneo. Durante algum (pouco) tempo, o casal tenta entender-se e adaptar-se à nova realidade que rapidamente é perturbada. Alguém anda a tentar incriminar Delvecchio, fazendo-o tomar as decisões erradas e usam Reilly como uma arma contra este.

Penso que este é o melhor livro da série até agora. As emoções são bastante fortes. Por muito que os nossos anjos caídos e o salvador tentem encaminhar Delvecchio no caminho certo, existem sempre sacrifícios dolorosos que são difíceis de por vezes ultrapassar. Existe um grande sentimento de perda neste livro, mas ao mesmo tempo existe também um laivo constante de esperança de que as coisas acabaram por correr da melhor maneira.

A escrita da autora está cada vez melhor. A relação do casal neste livro está muito bem explorada, com bastante erotismo, mas sempre com muita classe. J. R. Ward consegue provocar no leitor uma ânsia enorme em saber como é que realmente a trama irá acabar e para que lado penderá então a balança. Se para o bem, se para o mal. No fim, ainda nos deixa o apetite completamente aguçado para o próximo volume. Gostei imenso.

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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