Opinião: Guerreiro dos Sonhos (Predadores da Noite #17), de Sherrilyn Kenyon

Guerreiro dos Sonhos (Predadores da Noite #17)

Sherrilyn Kenyon

Editora: Edições Saída de Emergência

Chancela: Chá das Cinco

Sinopse: Filho de deuses violentos, Cratus passa os tempos da sua eternidade a lutar em nome dos deuses antigos que o trouxeram à vida. Ele é a morte personificada a quem quer que se atravesse no seu caminho. Até ao dia em que baixou os braços e simplesmente não lutou mais, impondo um auto exílio. É então que um antigo inimigo liberta as suas forças e usa os sonhos humanos como campo de batalha. A única esperança da humanidade reside precisamente naquele que se recusa continuar a lutar: Cratus.

Sendo uma Caçadora de Sonhos, Delphine passou a eternidade a combater os predadores que se alimentam do nosso estado inconsciente. Mas os seus aliados voltam-lhe as costas e ela sabe que, para sobreviver, os Caçadores de Sonhos precisam de um novo líder: alguém que os oriente e ensine a lutar contra os novos inimigos. Cratus é a sua única esperança. No entanto, é Delphine a amarga recordação que fez Cratus baixar os braços…

Opinião: Cada espera por um livro novo de Sherrilyn Kenyon é sempre uma pequena tortura. Entre a série dos Predadores da Noite ou dos Predadores de Sonhos, em Portugal já temos 17 livros publicados maioritariamente pelas Edições Saída de Emergência, mas ainda assim não são os suficientes. A razão é simples, a autora é mestre em recriar universos que pensávamos já conhecer. Mesmo quando a fórmula se repete, afinal o próprio mote da história é toda ela uma espécie de redenção, até dos protagonistas mais inesperados, Kenyon consegue construir enredos ricos em emoções com os quais é fácil o leitor se sintonizar e ainda se enternecer.

Chegado ao décimo sétimo volume do conjunto das duas séries, seguindo uma ordem temporal, eis que nos chegam desenvolvimentos no que toca a guerras entre os deuses e também sobre o universo dos caçadores de sonhos. Como foco temos Deslphine e Cratus, ligados por um gesto que teve consequências terríveis para este último, mas do qual ele não se arrepende nem um pouco – apenas está com sede de vingança e não vai descansar até a conseguir. Se há coisa que temos acompanhado ao longo desta série é que Zeus é bastante difícil de tolerar e que o próprio Olimpo é maioritariamente uma montra de aparências. É sabido que os deuses são tanto mais fortes quanto a adoração que se tem por eles e também isso terá influência nas decisões tomadas pelos intervenientes, pois nos tempos que correm – século XXI – os deuses já são muito pouco adorados. A humanidade não está tão segura como pensa.

Cratus é um protagonista que apela a todo o sentido de justiça que alguém possa ter. Para além de um espécime que deixa muita à nossa imaginação, a sua determinação férrea tal como o seu calculismo chegam a ser inspiradores. Delphine é aquela personagem feminina de que também é fácil gostar. Não vira costas a uma batalha, não tem a postura de donzela desprotegida, mas antes a de alguém que não descansará enquanto não assegurar que todos os que estima estarão bem, nem que para isso tenha de arriscar a sua própria vida. O romance entre os dois desenrola-se a um bom ritmo e para além de querido é sensual. Isso aliado ao facto de revisitarmos tantos outros personagens de que já tinha saudades, fez com que em apenas dois dias tivesse lido tudinho!

É sem dúvida a melhor série sobrenatural, com laivos deliciosos de erotismo e com uma dose de mitologia construída com imensa originalidade. Tem ainda o condão de expressar, de forma algo fantasiosa mas intensa, coisas bem reais como o sentimento de traição, sofrimento, capacidade de sacrifício e ainda a capacidade de amar para além da compreensão. Claro que recomendo! 

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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